É engraçado como algumas pessoas fazem algumas coisas valeram a pena...
É engraçado como algumas pessoas conseguem fazer horas simples ficarem perfeitas..
É engraçado como voce, meu bem, faz as duas coisas.
Era uma noite com chuva e lama e frio... mas voce estava lá. E a noite virou poesia..
Voce transformou em realidade minhas pequenas ilusoes. Voce me deu historias pra contar... Voce me deu musicas bonitas. Me deu perfeição. Me deu amor.
Não se preocupe... gostei do show!! Gostei dele tanto quanto dançar com voce na chuva... Tanto quanto ver voce dormindo no meu ombro... Tanto quanto prometer pra voce que isso nao vai acabar... Gostei do show, amei voce... Amo voce. Amarei voce enquanto estiver chovendo por ai, e tiver musica tocando."dizia: hoje voce vem...."
terça-feira, 8 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Felicidade
muita coisa tem acontecido... muita coisa antiga, mas sob uma nova perspectiva. Percebi que tinha amores incompletos, por que eu nao os tinha nas coisas simples como andar na rua de mao dada. Amor sem medo é muito mais puro, muito melhor.
E sim... me descobri respirando felicidade. Tanto que, estudando economia internacional, ia escrever serviços, mas saiu sorrisos....
E sim... me descobri respirando felicidade. Tanto que, estudando economia internacional, ia escrever serviços, mas saiu sorrisos....
domingo, 16 de março de 2008
O Homem que Queria

Era uma vez um homem comum em uma vida comum. Tudo o que ele tinha era comum. Tinha uma esposa comum, uma casa comum, filhos comuns. Ia para o seu trabalho comum no seu carro comum, através da cidade comum onde morava. Só trabalhava para manter seu estilo comum de vida, e alcançar seus sonhos comuns.
Mas em um dia incomum entre muitos dias comuns, o homem teve um desejo. Sua vida sempre fora querer, agora ele queria poder! Não poder substantivo, mas poder verbo. E porque aquele era um dia incomum, o deus comum daquele homem comum resolveu atender seu desejo.
E aquele homem comum recebeu o maior dos dons: tudo aquilo que ele Queria, ele Podia.
Sua vida deixou de ser comum. Pois tudo o que ele desejava, ele podia ter. Tudo sobre ele passou a ser incomum. Então o homem aprendeu o preço da individualidade. Ao ser incomum, ao se destacar, ele percebeu que gerava desconfiança. E aprendeu o preço da realização. Ao realizar todos os seus sonhos comuns, percebeu que queria mais. Percebeu que de alguma forma estava grande demais para sua cidade comum. E aprendeu que partir, mesmo que para buscar algo maior, sempre dói.
O homem andou por todos os lugares, sempre podendo partir assim que queria. Mas ele percebeu que não poderia ver todas as coisas que queria no mundo. Havia tanto pra se ver e tão pouco tempo... Então o homem decidiu que não queria morrer. Andou por anos e décadas e séculos, e aprendeu a dor da solidão. Aprendeu a amar, mas teve que aprender a ver seu amor definhar e morrer junto com suas amadas. Aprendeu que podia amar mais que uma vez, mas que o amor sempre cobra seu preço quando parte. Aprendeu que ele sempre parte, mas também sempre arruma um jeito de voltar.
Com os anos, o homem foi cansando de andar sozinho e quis que ninguém mais morresse. E por que ele quis, ninguém mais morria. Por um tempo o homem que queria foi feliz. Mas ele aprendeu que seu egoísmo fez as pessoas ao seu redor infelizes. Então ele aprendeu a dor de ser diferente e não ter um lugar para se encaixar.
Então o homem decidiu partir. Como quis um lugar para ficar, pôde ter um lugar para si, onde nenhum homem poderia chegar mas de onde ele podia ver e ouvir os desejos de todos, pois ele ainda os amava como irmãos. Dali ele os ouviu por muito tempo, viu as obras do seu querer sendo desfeitas pelo tempo. Viu os homens voltando a definhar e morrer. Dali se compadeceu por eles, e decidiu protege-los, de tudo, mas principalmente deles mesmos.
E assim muito tempo se passou, e o Homem que queria foi ficando entediado. Toda sua vida incomum estava vazia. Mesmo os tormentos dos homens seguem padrões que se repetem infinitamente com o tempo. Entediado, o Homem decidiu ser desinteressado. Desinteresse trouxe desapego. Desapego trouxe crueldade.
Em um dia cruel, decidiu que queria conceder ao primeiro homem que pedisse o seu desejo.
De longe veio o pedido. Veio de uma cidade onde tudo era comum. Veio de um homem cuja vida comum se baseava em seu trabalho comum para criar sua família comum. Veio de um coração cansado de coisas comuns e de um mundo comum e de um universo comum.
Veio simples como um eco: quero poder! Ter o poder de fazer tudo o que eu quiser. E o homem que queria quis um sucessor...
Mas em um dia incomum entre muitos dias comuns, o homem teve um desejo. Sua vida sempre fora querer, agora ele queria poder! Não poder substantivo, mas poder verbo. E porque aquele era um dia incomum, o deus comum daquele homem comum resolveu atender seu desejo.
E aquele homem comum recebeu o maior dos dons: tudo aquilo que ele Queria, ele Podia.
Sua vida deixou de ser comum. Pois tudo o que ele desejava, ele podia ter. Tudo sobre ele passou a ser incomum. Então o homem aprendeu o preço da individualidade. Ao ser incomum, ao se destacar, ele percebeu que gerava desconfiança. E aprendeu o preço da realização. Ao realizar todos os seus sonhos comuns, percebeu que queria mais. Percebeu que de alguma forma estava grande demais para sua cidade comum. E aprendeu que partir, mesmo que para buscar algo maior, sempre dói.
O homem andou por todos os lugares, sempre podendo partir assim que queria. Mas ele percebeu que não poderia ver todas as coisas que queria no mundo. Havia tanto pra se ver e tão pouco tempo... Então o homem decidiu que não queria morrer. Andou por anos e décadas e séculos, e aprendeu a dor da solidão. Aprendeu a amar, mas teve que aprender a ver seu amor definhar e morrer junto com suas amadas. Aprendeu que podia amar mais que uma vez, mas que o amor sempre cobra seu preço quando parte. Aprendeu que ele sempre parte, mas também sempre arruma um jeito de voltar.
Com os anos, o homem foi cansando de andar sozinho e quis que ninguém mais morresse. E por que ele quis, ninguém mais morria. Por um tempo o homem que queria foi feliz. Mas ele aprendeu que seu egoísmo fez as pessoas ao seu redor infelizes. Então ele aprendeu a dor de ser diferente e não ter um lugar para se encaixar.
Então o homem decidiu partir. Como quis um lugar para ficar, pôde ter um lugar para si, onde nenhum homem poderia chegar mas de onde ele podia ver e ouvir os desejos de todos, pois ele ainda os amava como irmãos. Dali ele os ouviu por muito tempo, viu as obras do seu querer sendo desfeitas pelo tempo. Viu os homens voltando a definhar e morrer. Dali se compadeceu por eles, e decidiu protege-los, de tudo, mas principalmente deles mesmos.
E assim muito tempo se passou, e o Homem que queria foi ficando entediado. Toda sua vida incomum estava vazia. Mesmo os tormentos dos homens seguem padrões que se repetem infinitamente com o tempo. Entediado, o Homem decidiu ser desinteressado. Desinteresse trouxe desapego. Desapego trouxe crueldade.
Em um dia cruel, decidiu que queria conceder ao primeiro homem que pedisse o seu desejo.
De longe veio o pedido. Veio de uma cidade onde tudo era comum. Veio de um homem cuja vida comum se baseava em seu trabalho comum para criar sua família comum. Veio de um coração cansado de coisas comuns e de um mundo comum e de um universo comum.
Veio simples como um eco: quero poder! Ter o poder de fazer tudo o que eu quiser. E o homem que queria quis um sucessor...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Sobre amar e ter que patir

O Beijo e a Reza
Iça, iça vela do barco Mar do Atlântico Sul
Marinheiro João do ArcoAnjo do céu azul
Iça iça âncora vela três milhas do atol
Sol na nuca e o corpo dela ofusca a luz do sol
Quem a vista a ilha do amor No mar só se dá bem
Um peixe que eu pesquei me fisgou Fui seu peixe também
Me dá um beijo, que o beijo é uma reza pro marujo que se preza
Oa Oa balanço do mar Oa oa amor vida boa
Oa oa vento da vela Oa ao me leva pra ela
Roupa lavada no mar alto Cega minha visão
Moça do batalhão Naval Pega na minha mão
Tempestade vai e vem Vai firme no leme marinheiro
Ela me quer e eu já não choro mais Vou correr o mundo inteiro.
sábado, 1 de março de 2008
Amor, doce amor...

Todas as pessoas buscam pelo amor, acho q todas se sentem sozinhas de algum modo. Esses humanos e suas tolas inerências... Mas nessa sede por amor, por essa cura para a solidão, elas estão tão infectadas por ilusões de amor perfeito que se perdem pelo caminho. Acabam encontrando uma forma estranha de depender de outras pessoas, encontrando conforto em promessas vazias, encontrando consolo para a dor e nao necessariamente uma cura.
Amor deveria ser como amizade, mas com paixão. Amor deveria ser uma razão pra rir com a outra pessoa, deveria ser uma desculpa pra abraços e beijos, deveria ser um incentivo pra buscar em si mesmo uma cura pra dor, um incentivo pra apoiar o outro em sua própria busca.
Amor, doce amor... vc nos ilude, nós te buscamos.
Em tempo: já cai em suas armadilhas velho amigo, mas já te encontrei em muitos lugares onde vc geralmente nao é encontrado. Recentemente, te achei de novo! nao tenha pressa de ir embora dessa vez.
Cordel Do Fogo Encantado - Dos Três Mal-amados Palavras De Joaquim
João Cabral de Melo Neto
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha
genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e
comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas
camisas
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus
sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus
olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha
noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da
morte
Amor deveria ser como amizade, mas com paixão. Amor deveria ser uma razão pra rir com a outra pessoa, deveria ser uma desculpa pra abraços e beijos, deveria ser um incentivo pra buscar em si mesmo uma cura pra dor, um incentivo pra apoiar o outro em sua própria busca.
Amor, doce amor... vc nos ilude, nós te buscamos.
Em tempo: já cai em suas armadilhas velho amigo, mas já te encontrei em muitos lugares onde vc geralmente nao é encontrado. Recentemente, te achei de novo! nao tenha pressa de ir embora dessa vez.
Cordel Do Fogo Encantado - Dos Três Mal-amados Palavras De Joaquim
João Cabral de Melo Neto
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha
genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e
comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas
camisas
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus
sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus
olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha
noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da
morte
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Raiva

Uma pessoa com Raiva... não uma raiva qualquer, mas Raiva, com R maiúsculo. Essa Raiva nao é do tipo "ah q droga", é do tipo indignação crônica e aguda. É Raiva por tanta coisa que acontece e que aconteceu que eu só posso ter Raiva mesmo... É Raiva desse Mundo não ser perfeito, Raiva por tentar fazer ele perfeito, mas ter que nadar contra uma maré tão grande pra ver isso acontecer que qualquer esforço se torna irrisório. É Raiva pela Educação ser tão precária nesse país que tem gente que nem sabe o que é "irrisório".. Raiva de amar e não poder ser amado, e de saber que isso é mais comum do que as pessoas que amam e são correspondidas. Raiva pelos beijos serem mais raros do que repreensões. Raiva por ser egoísta a ponto de pensar que comigo as coisas vão dar certo só por que eu sou diferente, e Raiva pelas coisas não darem certo só por que eu sou diferente. Raiva de ser dependente, e por mais que eu tente me libertar, sempre encontre mais alguma barreira, seja ideológica ou geográfica. Raiva de ter que ser só amigo... Raiva de ter sonhado tanto que agora tenho ver todos os meus sonhos virarem fumaça e agora ter que sobreviver catando os cacos dos que sobraram... Raiva por chorar ser mais fácil do que sorrir, e pelo fato de que aparentemente os pessimistas e desesperançados tem mais razão do que os otimistas.. Raiva de saber como ser feliz, e ver tantas coisas como obstáculo que é muito fácil desistir. Raiva de já ter pensado várias vezes em desistir.Raiva de não conseguir machucar as pessoas que merecem, e de ser machucado tão facilmente por elas. Raiva de machucar pessoas boas que não mereciam, mesmo que sem querer. Raiva pelo fato de que machucar pessoas boas é mais fácil do que ferir as que realmente deveriam ser feridas. Raiva por não saber em qual dos dois tipos eu me encaixo..Raiva por saber a diferença entre o certo e o errado, e mesmo assim ter cruzado essa linha. Raiva por ter feito coisas que disse que nunca faria e nao poder me envergonhar por ter feito, depois.
Raiva, Raiva e Raiva.
Bem vindo ao meu mundo
Este sou eu. Este é o meu pequeno pedaço de mundo,
meu pequeno pedaço de mente, onde qualquer um pode entrar.
Mas te aviso visitante, minha mente tem muitos caminhos,
muitas entradas, muitas formas de errar.
Esse é o labirinto da minha inconstância. Sejam bem vindos! Antes de começar eu queria mandar um beijo pra Poetisa, que me animou a fazer isso. Valeu Nanah!!
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